REMUNERAÇÃO BASEADA EM PERFORMANCE- O QUE EXISTE DE DIFERENTE DA CONSULTA BONIFICADA UTILIZADA EM ALGUMAS UNIMEDS
Author(s)
Abicalaffe CLImpacto Tecnologias Gerenciais em Saude, Curitiba, Parana, Brazil
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ORGANIZAÇÃO Unimed de Franca – São Paulo. QUESTÃO TRATADA Atualmente a UNIMED de Franca adota o modelo de consulta bonificada para remunerar os médicos. Esta modelo não tem funcionado pois praticamente 100% dos médicos recebem o valor total da bonificação, a diferença entre o valor inicial do valor do Coeficiente de Honorários (CH) e do valor bonificado é muito grande, 0.22 a 0.34 e o modelo essencialmente é focado no custo médio da consulta e nos exames auto-gerados. OBJETIVOS O objetivo do presente artigo é fazer a comparação do modelo de consulta bonificada adotada nesta Cooperativa com o modelo de remuneração baseada em performance desenvolvido pelo autor, mostrando as principais diferenças entre os modelos, seus pontos fortes e fracos, assim como dar subsídio aos gestores do plano na tomada de decisão para a mudança no modelo de remuneração atual. TIPOS DE DESFECHOS USADOS NA DECISÃO Valor total pago para as consultas médicas nas especialidades objeto de estudo. ESTRATÉGIA DA IMPLEMENTAÇÃO O modelo de consulta bonificada tem dois valores de Coeficiente de Honorários (CH) considerados para a consulta médica: 0.22 e 0.34. Já para o modelo de performance, foram considerados 5 bandas de CH: 0.25, 0.28, 0.31, 0.34 E 0.37. A comparação direta dos dois modelos de remuneração realizada está ligada aos indicadores que são analisados e, principalmente, ao impacto no valor do honorário médico e como ele se distribui nas sete especialidades analisadas (i.e. cardiologia, urologia, ginecologia e obstetrícia, pneumologia, oftalmologia, ortopedia e otorrinolaringologia) durante os meses de agosto a dezembro de 2008. RESULTADOS No modelo de consulta bonificada, 100% dos médicos analisados receberam bonificação máxima, i.e. CH de 0.34. Já no modelo de remuneração por performance as especialidades tiveram os seguintes valores de CH: Cardiologia: 61% com 0.37, 32% com 0.34, 6% com 0.31 e 1% com 0.28; Ginecologia e Obstetrícia: 22% com 0.37, 52% com 0.34, 20% com 0.31 e 5% com 0.28; Pneumologia: 5% com 0.37, 62% com 0.34, 14% com 0.31 e 17% com 0.28; Urologia: 25% com 0.37, 65% com 0.34, 8% com 0.31 e 2% com 0.28; Oftalmologia: 64% com 0.37, 20% com 0.34, 11% com 0.31 e 4% com 0.28; Otorrinolaringologia: 17% com 0.37, 20% com 0.34, 27% com 0.31, 23% com 0.28 e 13% com 0.25. No geral o impacto no orçamento foi de apenas 0.1%, pois na consulta bonificada as 6.6 milhões de CH representaram R$ 2,180,467.00 contra R$ 2,183,687.00 a ser pago utilizando-se o modelo de remuneração por performance. No entanto, tiveram três especialidades que tiveram, em média, seus honorários reduzidos (i.e. Pneumologia 8%, Otorrinolaringologia 4.6% e Ortopedia 6.9%). LIÇ'ES APRENDIDAS O conceito de equidade: “tratar de diferente os diferentes” foi na essência observado no modelo de remuneração baseado em performance medida pelos diversos indicadores específicos para as especialidades analisadas agrupados nos cinco diferentes domínios. No entanto, como houve redução de honorários, sugeriu-se adotar apenas três bandas de CH: 0.31, 0.34 e 0.37 onde se observou um impacto de 10.9% no orçamento e nenhuma especialidade no estudo seria “prejudicada” com a redução no honorário. Desta forma, sugeriu-se a adoção deste modelo para todas as especialidades a partir do envolvimento dos médicos na validação dos indicadores a serem monitorados e da demonstração de que o objetivo não é a redução de honorário médico e sim a alocação de mais recursos para os profissionais de melhor desempenho.
Conference/Value in Health Info
2009-09, ISPOR Latin America 2009, Rio de Janeiro, Brazil
Value in Health, Vol. 12, No. 7 (October 2009)
Code
PCASE2
Topic
Economic Evaluation, Patient-Centered Research
Topic Subcategory
Cost/Cost of Illness/Resource Use Studies, Health State Utilities
Disease
Multiple Diseases