ECOCARDIOGRAMA SOB ESTRESSE COM DOBUTAMINA- ALTERNATIVA ECONÔMICA E EXEQÜÍVEL NA AVALIAÇÃO DE RISCO CARDIOVASCULAR PRÉ TRANSPLANTE RENAL
Author(s)
Pontes SC1, Coelho PR2, Chaoubah A3, Castro Jr. JR1, Colares VS4, Ferreira GF2
1Universidade Federal de Juiz de Fora e Santa Casa de Misericordia de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Brazil, 2Santa Casa de Misericordia de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Brazil, 3Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Brazil, 4Universidade Federal de Juiz de Fora e Santa Casa de Misericordia de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Brazil
OBJECTIVES:: O transplante renal é tratamento de escolha para doença renal terminal, com redução da mortalidade global. A prevalência de doença cardiovascular é significativa e sua investigação no pré-operatório é fundamental. Nossa estratificação rotineira consiste em consulta cardiológica e eletrocardiogrma. Pacientes de baixo risco, em geral, não necessitam investigações adicionais. Pacientes de médio risco, necessitam teste isquêmico com imagem, sendo ecocardiograma sob estresse com dobutamina (EED) nossa escolha frente a cintilografia miocárdica. Já os pacientes de alto risco são encaminhados pra angiografia coronária. O objetivo deste estudo é descrever o perfil e características do ecocardiograma sob estresse com dobutamina (EED) dos pacientes candidatos a transplante renal, estratificados como isco cirúrgico moderado. METHODS:: Estudo transversal, de carater descritivo, incluindo 82 pacientes pré transplante de risco cardiovascular moderado, submetidos ao ecocardiograma sob estresse com dobutamina (EED), com dados epidemiologicos do perfil clinico dos pacientes e das caraceristicas dos achados na propedeutica. RESULTS:: A média de idade foi 54 anos, 57,3% homens, 50% brancos. Dos parâmetros clínicos utilizados para estratificação de risco, 44% diabéticos, 67% com idade superior a 50 anos e 2,5% com doença coronariana documentada. Alem disso, 92,6% hipertensos, 45% dislipidêmicos, 9,8% tabagistas, 20,7% obesos, 30,5% tinham história familiar de doença coronariana e 96% em diálise. Dentre o perfil ecocardiográfico, 4,8% tinham disfunção sistólica, 69% disfunção diastólica e 24,4% calcificação valvar. Verificamos hipertrofia ventricular esquerda em 50% dos pacientes. 80,5% dos EED não evidenciaram isquemia, 12,2% foram inconclusivos e 7,3% isquêmicos. Houve baixa ocorrência de complicações. CONCLUSIONS:: A avaliação cardiológica perioperatória nos candidatos a transplante renal é um desafio. O EED é um método diagnóstico acessível, seguro e exequível em pacientes candidatos a transplante renal com estratificação de risco cardiológico moderado.
Conference/Value in Health Info
2017-09, ISPOR Latin America 2017, Sao Paulo, Brazil
Value in Health, Vol. 20, No. 9 (October 2017)
Code
PMD2
Topic
Epidemiology & Public Health
Topic Subcategory
Disease Classification & Coding
Disease
Cardiovascular Disorders