PREDITORES DA QUANTIDADE DE MEDICAMENTOS TOMADOS EM PESSOAS COM DOENÇA CRONICA
Author(s)
Pais-Ribeiro J1, Silva I2, Meneses R2, Pedro L3, Cardoso H1, Abreu M1, Melo V1, Martins A1, Vilhena E1, Mendonça D1, Martins-da-Silva A11Porto University, Porto, Portugal, 2Fernando Pessoa University, Porto, Portugal, 3Polytechnic Institute, Lisboa, Portugal
OBJECTIVES: O objetivo do presente estudo é identificar os principais preditores da quantidade de medicamentos tomados por indivíduos com doenças crónicas, de entre diferentes variáveis demográficas, de doença, personalidade, qualidade de vida e psicossomáticos. METHODS: Participantes são 603 indivíduos, com 41,19 anos de idade média, escolaridades média de 9,87 anos, 72,5% mulheres, portadores de uma das seguintes doenças crónicas: epilepsia, diabetes tipo 1 e 2, cancro, miastenia gravis, esclerose múltipla, obesidade mórbida, com diagnóstico há mais de três anos. As variáveis avaliadas foram, o número de medicamentos que o indivíduo toma como variável dependente, e como variáveis independentes, variáveis psicossociais, tais como, personalidade (neuroticismo e extroversão), afecto positivo e negativo, componentes mental e físico do SF-36, sintomas psicossomáticos (dimensões, sistema nervoso, muscular e digestivo), variáveis demográficas (idade e escolaridade), e variáveis de doença (numero de anos de diagnóstico, número de internamentos no último ano, percepção da gravidade da doença). Recorreu-se à regressão linear hierárquica que incluía o número de medicamentos tomados como variável dependente e como variáveis independentes, no primeiro passo as variáveis demográficas, no segundo passo, as variáveis de doença, e no terceiro as variáveis psicossociais RESULTS: A solução explica 20,6% da variância da variável dependente. Cada bloco acrescenta valores estatisticamente significativos à solução. Os resultados sugerem que um quinto da variância na quantidade de medicamentos tomados é explicada pelas variáveis psicossociais em que, no modelo final, as variáveis demográficas e de doença são excluídas da solução. Das variáveis independentes, os principais preditores são, o neuroticismo (t=5,62) os componentes físico e mental do SF-36, (t=5,45, e t=5,03) e o sistema nervoso da variável psicossomática (t=5,45) todos com um nível de significância p<0,0001. CONCLUSIONS: Um programa de intervenção que melhore a qualidade de vida é passível de contribuir para a redução na tomada de medicação não essencial
Conference/Value in Health Info
2011-09, ISPOR Latin America 2011, Mexico City, Mexico
Value in Health, Vol. 14, No. 7 (November 2011)
Code
PHP9
Topic
Health Service Delivery & Process of Care
Topic Subcategory
Prescribing Behavior
Disease
Multiple Diseases